Variante é identificada em 12 municípios, todos na região Metropolitana I e II; Volta Redonda reforça o controle na rede de saúde

 

A Prefeitura de Volta Redonda, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta para intensificação das medidas de prevenção à Covid-19 após a detecção da variante Delta – anteriormente conhecida como Indiana– em 12 municípios do Estado do Rio de Janeiro, todos foram identificados na região Metropolitana I e II – Rio, Niterói, Maricá e Baixada Fluminense.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), no sábado (17) havia mais de 63 casos da variante, do total de 380 amostras processadas, que totalizam 74 casos nos 12 municípios, representando 20% de positividade nas amostras coletadas. Até o momento, a região do Médio Paraíba segue sem registros da variante, entretanto a secretaria de Saúde de Volta Redonda reforçou as medidas de controle na rede municipal.

Segundo o coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda, médico sanitarista Carlos Vasconcellos, a variante Delta – onde predomina– produz maior transmissibilidade, podendo acarretar crescimento de casos em alta velocidade, por isso, a secretaria de Saúde ampliou as medidas de controle.

“As medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem os mesmos. Estamos ampliando a coleta de RT-PCR molecular para todos os casos suspeitos e contatos de Covid-19, no primeiro dia dos sintomas ou de contato com o serviço de saúde. Especial atenção em pacientes que tenham histórico de deslocamento do município nos últimos sete dias antes do surgimento de sintomas, sinalizando esse histórico na notificação”, explicou.

Vasconcellos ainda citou que o controle da Vigilância se dará ainda nas notificações de todos os casos suspeitos e confirmados em 24 horas, pelo aplicativo E-SUS VE Notifica e/ou pelo SIVEP gripe, para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“O protocolo é de isolamento domiciliar para casos suspeitos e confirmados por, no mínimo, 10 dias para os pacientes sintomáticos e 14 dias, ou até o descarte laboratorial, dos pacientes não sintomáticos, com a devida cobertura por atestado médico para fins trabalhistas”, disse o médico.

Em relação à proteção vacinal contra a Covid-19, Vasconcellos frisou que não se verificou, até o momento, menor proteção em vacinados para variante Delta com os esquemas vacinais completos.  Por isso, a população deve continuar com as medidas preventivas individuais como o uso de máscara, higienização das mãos e corporal e o distanciamento seguro entre pessoas.

“A vacina protege contra casos graves da Covid-19, mas não impede nem a contaminação nem a transmissão. Ser vacinado não é critério para afastar o diagnóstico”, comentou.