Primeira turma atenderá 200 alunas e curso terá duração de três meses

“Eu posso, eu quero, eu consigo”. Foi com essa frase que a ex-aluna do curso de Construção Civil do Projeto “Mãos à Obra”, Rosemeire Reis da Rocha Gomes, iniciou a cerimônia de abertura da nova turma do projeto, realizada nesta sexta-feira, dia 16, no Centro de Qualificação Profissional Aristides de Souza Moreira (CQP), no bairro Aero Clube, em Volta Redonda. As participantes receberão vale-transporte e material.

O projeto, criado em 2011, estava inativo nos últimos anos e é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos (SMIDH) em parceria com a FEVRE (Fundação Educacional de Volta Redonda) e o Centro de Qualificação Profissional Aristides de Souza Moreira (CQP). No passado, o curso foi oferecido principalmente para mulheres do bairro Roma. Junto com Rosemeire, cerca de 80 mulheres foram certificadas.

“Não é um início fácil porque é um universo masculino, mas com persistência e dedicação conseguimos. Comecei como pedreira e cheguei a ser encarregada de uma equipe. O importante é você dar o primeiro passo e depois disso a gente vai longe”, destacou a ex-aluna.

De acordo com a secretária da SMIDH, Maria da Glória Amorim, a primeira turma deste ano iria contar com apenas 30 alunas, divididas nos turnos da manhã e da tarde, porém, o prefeito Antonio Francisco Neto ampliou para 200 vagas divididas nos dois turnos devido à grande procura.

“Em 2011, a ideia surgiu de uma reunião realizada no bairro Roma em que as mulheres solicitavam cursos profissionalizantes e, para minha surpresa, o primeiro da lista foi o de construção civil. Agora a procura mais uma vez foi muito grande. Inclusive o prefeito Neto ampliou de 30 para 200 vagas nessa primeira turma porque tivemos quase 500 inscritas em poucos dias”, disse a secretária, ao destacar que foi feito o cadastro de reserva para as próximas turmas.

As aulas começam no dia 02 de agosto e o curso terá duração de três meses. Serão disponibilizadas as formações de pedreira, eletricista predial, bombeira hidráulico, acabamento e revestimento predial e pintura. “A FEVRE tem um papel de oferecer educação profissional para os munícipes de Volta Redonda e faz parcerias, inclusive com outras secretarias. Desta vez a parceira com a SMAC, a pedido do prefeito, possibilitou a ampliação das vagas. A Smidh garante essa capacitação e a FEVRE oferece o espaço, os professores e a formação com a certificação”, explicou Elita Maria Brandão Nogueira.

O secretário de Ação Comunitária do município, Munir Francisco, parabenizou a equipe e profissionais envolvidos e destacou a necessidade de formação para a garantia de novos postos de trabalho. “A orientação do prefeito Neto é que a gente reconstrua Volta Redonda. E é isso que estamos fazendo. Estamos vivendo um momento difícil, mas ter a capacitação pode ajudar e muito essas mulheres”, disse.

A esteticista Kelly Cristina da Silva Rezende, de 42 anos, resolveu acrescentar às suas possibilidades de formação, uma área totalmente diferente da que trabalha atualmente. Ela é a prova de que a mulher pode estar e atuar onde ela quiser.

“Trabalho como esteticista, mas sou a chefe de família da minha casa. Me separei há 4 anos e vivo com os meus quatro filhos. Por isso resolvi aprender um pouco mais sobre as atividades consideradas masculinas. Nós mulheres somos capazes de estar num reparo de uma casa e fazer o melhor pela nossa família”, disse Kelly.

De acordo com o coordenador do CQP e professor do curso Eiji Yamashita, o mercado da construção civil tem absorvido mão de obra feminina com mais frequência. “Grandes empresas têm apostado no olhar da mulher para a área da construção civil em Volta Redonda. Elas são mais atentas aos detalhes, são comprometidas, cumprem os horários e são cautelosas às normas de segurança. Elas não têm medo. Para mulher que chega determinada no curso não há limites”, disse o professor.

Quem trabalha para esse mercado concorda com essa visão. Anderson Moisés de Araújo, representante da empresa Correta, parceira do projeto, destacou que todos ganham com a capacitação. “A Correta desde o seu nascimento vem apoiando as iniciativas da prefeitura que trabalha pela população. Sabemos que o curso vai beneficiar mulheres e famílias na sua história e vai aquecer o mercado da construção civil, uma vez que vai proporcionar a formação de profissionais qualificados”, disse.

Foto: Geraldo Gonçalves/Secom PMVR