Equipe do Serviço do Acolhimento Familiar (SAF) de Itaguaí esteve no município para conhecer como funciona o equipamento

Com experiência de 9 anos de acolhimento, o Serviço de Acolhimento Familiar (SAF) de Volta Redonda se tornou uma referência no Estado do Rio de Janeiro. Esta semana, o serviço desenvolvido pela Secretaria Municipal de Ação Comunitária recebeu uma equipe da cidade de Itaguaí, composta por assistente social, coordenadora, psicóloga, além da gerente do Departamento de Proteção Especial local. No encontro, foi destacado que Volta Redonda foi uma das primeiras cidades do Sul Fluminense a implantar o SAF. No Brasil, o serviço é realizado em 380 municípios, sendo que 28 deles estão no Estado do Rio de Janeiro.
Os resultados obtidos em Volta Redonda já atraíram outros municípios, como Barra do Piraí, Pinheiral e Resende. Durante os encontros, os visitantes passam a conhecer o trabalho desenvolvido na cidade, observando na prática a metodologia e ações aplicadas. Entre as principais situações apresentadas, está à forma de captação das famílias acolhedoras, divulgação do trabalho, acolhimento no dia a dia, como é feito o trabalho com a família de origem e a reintegração da criança. Além disso, é focada a transição dos casos de crianças que não retornarão para a casa e vão para adoção.

O SERVIÇO


De acordo com a coordenadora do Serviço de Acolhimento Familiar em Volta Redonda, a psicóloga Ana Cláudia de Lima Domingues, o equipamento prevê o atendimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos incompletos, que estejam em situação de risco social. Ou seja, crianças que estão diante de situação de vulnerabilidade social, com a vida em risco diante de negligências, maus tratos, abandono ou qualquer outro tipo de violência. A criança que precise temporariamente ser afastada do convívio da família de origem entra no SAF.
Nesses casos, é aplicada uma medida de proteção - expedida pela Vara da Infância - e a criança é inserida em acolhimento familiar numa residência de Família Acolhedora. São pessoas da comunidade, devidamente habilitadas através do SAF. Essas famílias passam por capacitação e são acompanhas sistematicamente no acolhimento. As Famílias Acolhedoras são responsáveis pela guarda da criança e por seu cuidado, oportunizando o acompanhamento na sua individualidade com foco no seu desenvolvimento.
- Durante esse processo percebemos o quando isso beneficia a vida dela, em todos os seus aspectos de desenvolvimento. A criança abrigada melhora a autoestima, a aprendizagem, se torna mais confiante e segura, até para poder retornar para conviver na sua família. Queremos que a criança retorne ao convívio familiar. Para isso fazemos um trabalho intenso, em parceria com a rede de atenção do município, com a família de origem para que seja revertido o quadro que gerou a violência e para que a criança retorne de uma maneira segura para casa.

Foto: Divulgação/PMVR