Com Covid, mulher precisou ser internada às pressas e deu à luz no sexto mês de gestação
 

Laura Gonçalves Silvano Araújo comemora os primeiros passos em casa, 13 dias após ter saído do Hospital São João Batista. A mulher, de 27 anos, esteve internada por um mês por complicações da Covid-19. Grávida de seis meses da sua segunda filha, Laura precisou ser submetida a um parto de emergência quatro dias após a sua internação. A indicação médica pretendia salvar a pequena Allana Victoria, que por conta do quadro clínico da mãe, poderia não sobreviver.

“Gratidão é o que me resume. Gratidão pela vida, gratidão pela vida dessa equipe de enfermagem e médicos do São João Batista. Pois eles não mediram esforços pra cuidar de mim. Ótimos médicos e enfermeiros. Não tenho o que reclamar. Pois quando acordei do coma eu pude ver o quanto se esforçaram para que hoje eu estivesse aqui. Sou grata, pois Deus deu sabedoria a essas pessoas para estar cuidando de mim e da minha filha. Sou um milagre, a Allana é um milagre. Deus é fiel", comemorou.

A dona de casa, moradora de Barra Mansa, chegou a ter os pulmões completamente comprometidos. Intubada, permaneceu em coma por 17 dias. Um pouco mais recuperada, cinco dias após acordar, mãe e filha se encontraram pela primeira vez. “Foi o melhor momento da minha vida poder ver a minha filha ali, lutando pela vida assim como eu. E saber que hoje ela está bem, fora de perigo é a melhor sensação do mundo”, disse.

Agora, ao lado do marido, Victor Modesto de Araújo e da filha Sophia, de 7 anos, Laura aguarda Allana Victoria engordar um pouco mais para que possa ter alta e ir para casa. A mãe faz um alerta sobre os cuidados com a prevenção à doença. 

“Deixo aqui um alerta para todos, principalmente para as grávidas. Essa doença não é brincadeira ou marketing, não é política, ela é real, só sabe quem passou e sentiu na pele, pois essa doença engole o corpo. Se cuidem, usem máscara, não façam aglomeração, usem álcool, fiquem em casa e só saiam se necessário for. Não brinquem com algo sério, não trate essa doença como uma gripe qualquer”, disse.

 

Foto: Arquivo pessoal