Ação faz parte do projeto “Conectados com a Vida”, voltado para jovens, da Coordenadoria Municipal de Prevenção às Drogas  

 

Prevenir é melhor que remediar. A máxima é antiga, mas se mantém atual, principalmente quando o assunto é o uso de drogas. E é para semear essa semente entre os jovens que a equipe da Coordenadoria de Prevenção às Drogas de Volta Redonda desenvolveu o projeto “Conectados com a Vida”, parte do programa “Escola Preventiva”, que inclui várias ações com estudantes de todas as idades para evitar o uso de drogas, tanto lícitas quanto ilícitas.

 

Na manhã desta sexta-feira, dia 5, os beneficiados foram alunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Rio Grande do Norte, que funciona no bairro Tangerinal. Cerca de 170 alunos, de quatro turmas do 2º Ano e de uma do 1º Ano, lotaram o auditório do Centro Cultural da Fundação CSN, na Vila Santa Cecília, para assistir à palestra com o coordenador de Prevenção às Drogas em Volta Redonda, Ricardo Cunha.

 

De acordo com ele, o objetivo principal é alertar sobre o perigo do uso de álcool e outras drogas, principalmente, na adolescência. “O cérebro só está totalmente formado após os 22 anos e o uso destas substâncias antes dessa idade é ainda mais devastador”, contou Ricardo.

 

Ele acrescentou que o objetivo é trabalhar a prevenção, mas admite que nesta idade, entre 15 e 17 anos, muitos jovens já tiveram o primeiro contato com as drogas e alguns fazem uso regular. “Essa é a fase da experimentação”, afirmou, lembrando que a palestra mostra em linguagem própria para a idade dos alunos, os problemas que o uso das drogas acarreta no dia a dia do usuário e da família. “Temos que deixar claro que depois de instalado, o vício é muito difícil parar”, disse Ricardo.

 

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, lembra que trabalhar a prevenção é uma orientação, principalmente, no setor de saúde. “O uso de drogas é uma questão de saúde pública e mostrar para os jovens o perigo que correm ao se tornarem usuários pode inibir essa aproximação”, acredita Samuca, lembrando que a coordenadoria não deixa de assistir os usuários que precisam de tratamento.

 

Para a orientadora educacional do colégio, Regiane Cristina Bastos Nunes, o uso de drogas é tema atual em qualquer rodinha adolescente e é papel da escola mostrar para esses jovens o perigo dessa prática. “Sabemos que o tema pode incomodar, mas chamamos regularmente a equipe da coordenadoria para nos apoiar nessa missão. Eles sabem como conversar sobre o tema e nos ajudam a formar cidadãos de bem”, afirmou.

 

Entre os alunos, o clima era um misto de curiosidade e apreensão. O estudante do 2º Ano, Daniel Souza, de 16 anos, chegou para a palestra e ficou surpreso quando soube o assunto que seria tratado. “É sempre bom ouvir as experiências dos outros para não repetir os erros”, acredita.  

 

As amigas Andressa Rodrigues e Maria Luiza Galdino, também de 16 anos e cursando o 2º Ano, também estavam na plateia. “É bom ouvir o depoimento de pessoas que já foram usuários de drogas e conseguiram se livrar do problema e as dificuldades enfrentadas no processo. É um alerta”, disse Andressa.

 

Por Renata Borges com fotos de Gabriel Borges – Secom/VR