Fevre apresenta trabalhos de robótico em universidade

Colóquio aconteceu em Três Poços e contou também com a participação de uma escola municipal

 

Sete alunos do Colégio João XXI e do Colégio José Botelho de Athayde da Fundação Educacional de Volta Redonda (FEVRE), participaram nesta quarta-feira, dia 24, do XII Colóquio e IV Encontro de Extensão do UniFOA, em Três Poços. A equipe de robótica apresentou 13 projetos no evento. De acordo com a coordenadora do projeto extraclasse de robótica educacional da FEVRE, Andréia Rodrigues, é muito importante a apresentação dos trabalhos dos alunos da rede pública em uma faculdade.

“É importante para os alunos do ensino médio ter esse contato com os alunos do ensino superior. Essa troca de experiências com os universitários é uma oportunidade para que eles pensem nas profissões que vão seguir no futuro, além de valorizar o trabalho deles. É uma forma de mostrar todo o resultado de tanta dedicação”, disse.

O evento científico acontece anualmente e é realizado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Pró-reitoria de Extensão do Centro Universitário de Volta Redonda. Segundo o pró-reitor de extensão e pesquisa, Otavio Barreiros Mitidieri, a ideia é que os alunos da escola básica possam apresentar os seus projetos e os acadêmicos também demonstrar seus projetos.

Dentro desse contexto de troca convidamos os da escola pública para participar. A ideia é ter interação entre a escola base e a universidade. Eles vão passar por aqui e ter uma troca de saberes”, contou.  

A Escola Municipal Dom Waldir Calheiros, do bairro Roma I, também levou seus trabalhos para apresentar no colóquio. Os 13 alunos do 5º ano falaram sobre os Biomas do Brasil. Segundo a professora Renata do Nascimento, levar os alunos para dentro da universidade vai mudar a visão deles sobre possibilidade.

“Esse contato para os alunos ajuda na mudança de visão e percepção. Para que eles possam pensar além. Estar em um ambiente acadêmico para eles é muito importante”, disse.

A aluna Maria Eduarda Teixeira, de 16 anos, do Colégio João XXIII, achou a experiência diferente. “Meu trabalho funciona com Bluetooth e tem um sensor que apaga a luz através do celular. Ajuda na questão da segurança feminina, antes de uma pessoa chegar em casa ela vai acender a luz e vê se tem algum perigo. Fiquei um pouco nervosa, acho que é uma oportunidade de ter contato com o que eu quero no futuro”, enfatizou.

O prefeito Samuca Silva, parabenizou os alunos pelos projetos e pelas conquistas. “A equipe de Robótica vem se destacando, isso é muito importante para nós e na construção social que queremos para nossa cidade. Os alunos da SME que também participaram se destacaram nos projetos. Levar o aluno da escola pública para apresentar trabalhos aos universitários deixa claro a qualidade da educação em Volta Redonda”, falou.

Por Maria Clara Sales com fotos Geraldo Gonçalves