Objetivo é receber, tratar e devolver os animais reabilitados para a natureza, diz diretor do Zoológico Municipal

 

O Zoológico Municipal de Volta Redonda, de outubro do ano passado a abril deste ano, acolheu  438 animais, sendo 168 mamíferos, 48 répteis e 222 aves, totalizando  276 registros em fichas para os grupos de animais recebidos.  Segundo informou o diretor do Zoo Municipal, Jadiel de Barros Teixeira, os animais chegaram através de resgates feitos por terceiros, doação, resultado de fiscalização em que foram apreendidos e por abandono. Do total, 222 foram resgatados, 44 alvos de doação, além dos apreendidos na fiscalização e abandonados nas ruas.

 

O prefeito Samuca Silva falou da importância do Zoológico para o turismo no município. “Nós recebemos pessoas de toda a região e de fora, até de outros estados que estão conhecendo Volta Redonda. É o único zoológico do interior do estado, que é público e não tem cobrança de ingressos. Depois deste, somente na capital. Estamos priorizando o Zoológico com a abertura de licitação para revitalizar  o espaço, oferecendo mais conforto ao público, e garantir melhor movimentação dos animais, ampliando a proteção das espécies que não tem condições de retorno a natureza”, justificou Samuca. 

 

 O ZooVR, localizado na Rua 93 C, número 1.171 na Vila Santa Cecília,  administrado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem atualmente cerca de 280 animais de 116 espécies diferentes, funcionado de  terças-feiras aos domingos, das 8h às 16h30, com entrada franca, sem cobrança de ingressos. Recebe semanalmente cerca de 5 mil visitantes. Ocupa uma área de 150 mil m2, incluindo o recinto dos animais, área verde, área de lazer e de piquenique.  Jadiel Teixeira explicou sobre o trabalho das equipes de biologia e veterinária na recuperação dos animais.

O objetivo principal do trabalho que realizamos com estas espécies é buscar a reabilitação para o retorno à natureza, o que apesar de acontecer na maior parte, nem sempre é o resultado atingido porque alguns chegam muito machucados. Uma coruja que chega sem uma das asas que foi cortada por linha com cerol de pipa, ou um animal atropelado que ficou sem uma das patas, não podemos fazer essa devolução. Depois de recuperados, eles continuam com a gente e passam a fazer parte do nosso plantel”, frisou o diretor.

 

Por falta de um Centro de Recuperação de Animais na região, o Zoológico recebeu animais oriundos de 20 cidades, sendo os maiores recolhimentos de Volta Redonda(168 animais), Barra Mansa( 31), Resende(19), Itatiaia(15), Porto Real (9), Pinheiral(7), Barra do Pirai(5), Valença(4), Quatis(3), Rio Claro, Pirai, Paracambi e Andrelândia(2) e um animal das cidades de Mendes, Vassouras, Três Rios, Arantina, Angra dos Reis, São Vicente de Minas e Arrozal. Um total de 93 animais vieram a óbitos e 242 foram reabilitados. Atualmente 71 animais estão em tratamento para voltar à natureza.

 

Para cada grupo de animais que entraram no período citado, é feito uma ficha como registro, sendo que os animais passam por avaliações dos setores de biologia e veterinária., onde as equipes fazem o acompanhamento dos animais para a recuperação e devolução a natureza. Filhotes de gambá, filhotes de gavião, corujas, serpentes, cágados, jabuti e aves em geral são exemplos de animais resgatados.      

 

Por Afonso Gonçalves, fotos de divulgação, SecomVR