Cerca de 80 mulheres que trabalham na varredura das ruas, ganharam um dia de beleza com massagem, maquiagem e limpeza de pele

 

A Secretaria de Políticas para Mulheres, Idoso e Direitos Humanos (SMIDH) de Volta Redonda fez o lançamento, na tarde desta sexta-feira, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, da campanha “Em briga de marido e mulher, como meter a colher”, que visa o enfrentamento desta violência doméstica que atinge as mulheres e dar mais visibilidade a este combate. O lançamento foi na sede da secretaria, na Rua Antonio Barreiros, nº 232, no bairro Nossa Senhora das Graças.

 

Nesta campanha que vai até abril, foram recolhidas a título de doações, diversos tipos de colheres de pau, metal, etc. Todas as colheres recebidas farão parte de uma exposição que será realizada no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília, em data a ser marcada. 

 

Cerca de 80 mulheres que trabalham na varredura das ruas do município, na Secretaria Municipal de Infraestrutura (SMI), ganharam um dia de beleza, das 14h às 17h, com direito a massagem, limpeza de pele e maquiagem. Cerca de 20 voluntárias, especialistas nesses serviços, atenderam as funcionárias da secretaria.

 

O prefeito Samuca Silva, destacou o Dia Internacional da Mulher: “A nossa gestão busca a conscientização, a defesa dos direitos iguais para as mulheres, e o fortalecimento da nossa rede de atenção na defesa da qualidade de vida e valorização da mulher no mercado de trabalho. Qualquer tipo de violência contra a mulher é condenável e deve ser denunciada”, disse Samuca.  

 

Conquistas e campanhas

 

A secretária Dayse Marques Penna, comentou a campanha: “Hoje marca o início da campanha em parceria com a SMI, com um dia de beleza dedicado às funcionárias da varrição no município, mostrando o quanto essas mulheres são valorizadas pelo trabalho que desempenham diariamente, mesmo invisíveis aos olhos da sociedade. Esta não é uma data de festas, mas de memorar, de lembrar das mulheres incendiadas nos EUA na luta por seus direitos. Foram necessários 20 séculos para que as mulheres deixassem o cabresto e  fossem reconhecidas como agente social,  deixando de ser propriedade dos homens”, comparou.

 

Ela citou que no primeiro ano a Secretaria de Políticas para Mulheres criada na gestão do prefeito Samuca Silva, trabalhou o Movimento Mulher que fez um diagnóstico público de como as mulheres estão vivendo no município. No segundo ano foi o projeto “Eu me amo, eu me protejo”, que em parceria com a Secretaria de Esporte e Lazer ensinou defesa pessoas às mulheres. O terceiro ano, com a campanha “Em briga de marido e mulher, como meter a colher”, vai gerar uma exposição com diferentes formas de intervir para cessar os casos de violência doméstica.

 

Funcionárias que foram atendidas pelo Dia de Beleza, gostaram das atenções: “Muito bom a gente ter um dia somente para a gente, mas o ideal seria todo dia. Estou recebendo uma limpeza de pele que vai me deixar mais jovem”, diz Adriana Narciso, 38 anos, casada, 4 filhos.

 

Outra servidora, Geralda Pereira Souza, 46 anos, falou de direitos: “A mulher está lutando por direitos que lhe garanta novas chances de recomeçar a vida. A massagem está me fazendo muito bem”, frisou.

 

Voluntárias que ajudaram a cuidar da beleza das mulheres também comemoraram a participação no evento: “Elas tem um trabalho árduo no dia a dia da cidade. Acho importante estar contribuindo com esse dia onde elas estão sendo cuidadas, tendo um dia especial somente para elas”, diz a especialista em cosméticos para a limpeza de pele, Ludmila Alves.

 

CORREDOR CULTURAL – Na sede, o corredor cultural da Smidh está com exposição de pintura da artista Darlene Tavares, que fica até abril, e mostra de artesanato com o projeto Octo VR. A embaixadora do projeto, Bernadete Faria, 60, explica o objetivo:

 

“As artesãs, cerca de 30, trabalham na confecção de polvos, feitos com fibras siliconizadas e linha 100% de algodão, materiais doados. Os polvos com tentáculos, simbolizando os cordões umbilicais, vão para as incubadoras com bebês nascidos precocemente, onde os bebês agarram, seguram, como se estivessem ainda dentro da barriga das mães e se acalmam. Estamos trabalhando com a UTI Neonatal do Hospital São João Batista e Himja”, explicou.

 

Por Afonso Gonçalves com fotos de Gabriel Borges – Secom/VR