De 33 pessoas em 2017, foram feitos 349 atendimentos no ano passado com a mudança de sede e maior divulgação dos serviços na rede

 

O CEPAI, que é um Centro de Pré Atendimento a Idoso, serviço municipal vinculado a SMIDH (Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos), tem como objetivo acolher e orientar a população idosa, encaminhando ao serviço em rede responsável pela demanda, quando os direitos estão sendo fragilizados. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, na sede da secretaria, na Rua Antonio Barreiros, 232, bairro Nossa Senhora das Graças, em Volta Redonda.

 

A secretária de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, Dayse Penna, destacou a atuação do CEPAI na rede pública. “O CEPAI é a escuta qualificada para o idoso em situação de violência. É o local onde o cidadão se sente acolhido e tem a certeza de que não está só. Qualificamos nossos colaboradores com valores que garantem a excelência no atendimento, além de não perder de vista a nossa missão, que é a promoção da harmonia”.

 

Em outubro de 2017, após a reforma administrativa que criou a SMIDH, o Centro mudou de sede, saiu da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac) para a nova pasta. A ação gerou um crescimento de mais de 900% no atendimento aos idosos na nova sede, saltou de 33 para 349 atendimentos no ano passado.  Os idosos são orientados em questões diversas ligadas a preservação de direitos e bem estar social e familiar.

 

Atualmente o serviço é vinculado ao Departamento de Políticas para Idosos da nova Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos. O crescimento consolidado tem uma explicação da Coordenadora do CEPAI, a advogada Juliana Rodrigues.

 

Acredito que devido ao empenho e atuação da Secretária Dayse Penna, que trabalhou com palestras e visitas aos ginásios onde são promovidas atividades da Melhor Idade em Movimento, e junto aos grupos de convivência da Smac, levando este serviço a centenas de idosos,  contando com  a participação de professores de Educação Física da secretaria de Esporte e Lazer”.

 

A coordenadora do CEPAI disse que os professores ouvem os idosos e os encaminham para o serviços em rede fazendo a intersetorialidade, onde todos tem uma visão ampla das demandas, contribuindo com uma maior divulgação dos serviços prestados pelo Centro de Pré Atendimento aos Idosos. O Centro recebe também denúncias anônimas pelos telefones de contatos, (24) 3339 9275, 3339 9215, 3339 9519 e 3339 9520.

 

De acordo com Juliana Rodrigues, as pessoas idosas relatam os seus problemas nos grupos de convivência também nos CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) da Smac nos bairros, e passam a confiar mais nos resultados do CEPAI, para onde são encaminhadas e recebem todo o suporte necessário.

 

Normalmente as pessoas idosas que recebem os nossos serviços não retornam mais porque as demandas ou foram resolvidas ou estão sendo trabalhadas. Somente acompanhamos os idosos até a delegacia policial quando estes estão mais fragilizados e precisam de um cuidado maior para dizer o que está acontecendo com eles. Quando entendem o tipo de violência, os próprios procuram as autoridades para denunciar”, frisou.

 

Ela classifica três tipos mais reincidentes de violência que sofrem os idosos, física, psicológica e patrimonial, quando são assistidos por profissionais do CREAs (Centro de Referência Especializada de Assistência Social), conscientizados que os direitos estão sendo violados.   

 

Juliana destaca que a reforma administrativa que deu ao CEPAI uma nova estrutura funcional e conquistou mais visibilidade na rede de atendimento. “Todos os nossos colaboradores tem conhecimento de que executa os serviços e como encaminhar as demandas apresentadas pela melhor idade”, concluiu.

 

Na última semana, o CEPAI atendeu a vários casos, entre esses, uma questão de herança familiar e outra de violação de direitos humanos.  A moradora do Jardim Vila Rica, Dima da Silva Carvalho, 67 anos, buscou o Centro para algumas orientações e saiu satisfeita. “Eu fui muito bem acolhida dentro da Secretaria. A coordenadora é muito atenciosa e não nos deixa sem as respostas que a gente precisa. Achei muito bacana o atendimento e se precisar, voltarei a recorrer ao CEPAI”, concluiu.  

 

Por Afonso Gonçalves com fotos de Gabriel Borges – Secom/VR