Secretaria da Mulher, Idoso, e Direitos Humanos promoveu um debate na busca de políticas públicas para a população parkinsoniana

 

A Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, numa parceria com o Poder Legislativo, promoveram o I Fórum de Parkinson na última quinta-feira, dia 25, no auditório do IFRJ (Insitituto Federal de Educação do Estado), como subsídios para políticas públicas em prol da população que sofre de Parkinson.

 

A doença provoca a morte das células do cérebro, causando um distúrbio neurológico que afeta o controle dos movimentos tornando os mais lentos; o equilíbrio, ficando a pessoa sujeita a quedas repentinas; a fala, tremor nas mãos, rigidez. É progressiva e degenerativa, leva ao uso de muletas, cadeiras de rodas e cama com a ausência de movimentos.

 

Uma das principais reivindicações de quem tem Parkinson, é que a legislação os reconheça como pessoas com deficiências para que possam ter o devido amparo do poder público no sistema nacional de Saúde.

 

O prefeito Samuca Silva, disse que o poder público está atento a esta situação das pessoas com Parkinson e pretende buscar o melhor atendimento. “Sabemos que a doença não tem cura, é progressiva, e que não existe uma legislação nacional para quem tem Parkinson. Mas vamos buscar a melhor forma de tratamento para que todos tenham a melhor assistência em Volta Redonda e seremos referência neste trabalho social.  A vida continua para as pessoas, apesar das limitações impostas,. Mas essas limitações podem ser superadas com uma boa convivência familiar e social,  melhorando a qualidade de vida dessas pessoas”, comparou.

 

Dayse Penna disse que apesar de ser uma secretaria nova, criada pelo prefeito Samuca Silva, era com alegria que participou da organização do Fórum.   “Estamos no início da construção de políticas públicas para as pessoas que sofrem de Parkinson no município, buscando transformar o diálogo em ações efetivas, dar o pontapé inicial e trazer mudanças na legislação”, enfatizou.

 

O secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, lembrou que a Saúde trabalha com 200 a 250 pessoas com Parkinson na Atenção Básica de Saúde, na Policlínica da Cidadania e que o atendimento será ampliado: “O Hospital Santa Margarida será um espaço maior para este atendimento especializado. Vamos aumentar o atendimento e a capacitação dos profissionais de Saúde para melhor identificar este diagnóstico”, afirmou.   

 

O aposentado Hamilton Guerra disse que as pessoas ainda evitam aceitar o Parkinson, e que ninguém é culpado quando este chega e toma conta, mudando a realidade da pessoa que sente os sintomas no corpo. Ele está escrevendo um livro de poesia e contos que terá como título ‘Superação’, a ser lançado com apoio de uma universidade. A médica Denise Oliveira, citou que o seu irmão, Domício Oliveira, era um excelente desenhista. “Quando o Parkinson chegou, mudou ele, mas revelou outro talento. Ele descobriu as cores na pintura”, comparou.

 

Atualmente a Associação não tem sede própria, mas se reúne mensalmente na sede da Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, no bairro Nossa Senhora das Graças, que serve como um espaço de convivência para os portadores de Parkinson. O resultado do Fórum será produzido em relatório que será entregue ao vereador pastor Washington para levar aos demais vereadores.

 

Por Afonso Gonçalves, fotos de Geraldo Gonçalves, SecomVR