Furto de cabos de energia prejudica população em Volta Redonda Prefeitura já contabilizou mais de 1 km de material levado, além do prejuízo financeiro A Prefeitura de Volta Redonda registrou em três meses o furto de 1.345 metros de cabos de energia em locais e instalações públicas. O bairro Aero Clube foi um dos mais afetados, com o furto de 375 metros de cabos da Avenida Ministro Salgado Filho, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 2,5 mil. “É um absurdo. Acho que nós moradores e a própria fiscalização temos que tomar conta disso. Essa reta fica muito escura e é um perigo para toda a população. E tem mais custo para o município também. Se tem quem rouba, tem quem compra. Acho que tem que procurar quem está comprando também”, alertou o aposentado Angelo José de Castro Silva, que utiliza a via no Aero Clube. Os comerciantes também reclamam dos prejuízos causados pela falta de energia provocada pelos furtos. “Não é a primeira vez. Nos dias que fica sem luz, tenho que sair cedo, por medo de assalto. O importante é a segurança”, frisou o comerciante Leoni Leão Medina. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Toninho Oreste, o furto está se tornando um problema habitual na cidade. “Lamentavelmente tivemos mais um furto, desta vez no bairro Aero Clube, deixando à população às escuras. A Guarda Municipal tem feito rondas constantemente. Pedimos à população que ao observar qualquer atitude suspeita, denuncie ao 190. Vamos tentar acabar com esse mal que prejudica a população”, ressaltou Toninho. Outro bairro atingido foi o Conforto, de onde foram furtados 390 metros de cabos em dois pontos: na Quadra Poliesportiva no Morro da Viúva e no Trevo da 207. Também foram registrados furtos no Viaduto Heitor Ravash (Viaduto dos Correios), na Vila Santa Cecília, e na Ponte Murilo Cesar, no bairro Niterói. Desses dois locais foram retirados 540 metros de cabos. O prefeito Samuca Silva frisou que a prefeitura está trabalhando para recuperar e garantir a iluminação nos espaços públicos. “Ruas escuras trazem insegurança, sem falar nos equipamentos de esporte e lazer que ficam sem poder ser utilizados. Estamos fazendo o possível para reparar os danos o quanto antes, e contamos com o apoio da população para nos ajudar a combater esse tipo de ação que prejudica toda a cidade”. Por Raphael Martiniano, com fotos de Geraldo Gonçalves