Unidade hospitalar é pioneira no interior do Estado, principalmente na Região Sul, no quesito de transplante

 

O Hospital São João Batista (HSJB) realizou na tarde dessa segunda-feira, dia 11, o II Curso Básico: Processo Doação Transplantes de Órgãos e Tecidos, com o objetivo de capacitar seus profissionais para o processo de captação de órgãos. A qualificação acontece em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO).

 

Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer todo o processo de doação e transplantes. O coordenador da OPO, o médico Gilvando Filho, foi um dos palestrantes e destacou a importância da doação.

 

“O objetivo principal desse curso é de dar uma orientação para esses profissionais sobre a importância da doação de órgãos. Até setembro de 2018 eram 30 mil pessoas na lista de espera no Brasil e essas pessoas morrem esperando um órgão para transplante. O profissional de saúde pode se tornar um instrumento importante para diminuir esse número de pacientes da lista de espera.”, disse o coordenador.

 

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Alfredo Peixoto a chance de uma pessoa ser doadora de órgão é de 30%, mas a chance de precisar do transplante é de 70%. “O Hospital São João Batista é pioneiro no interior do Estado, principalmente na Região Sul, no quesito de transplante. Nosso objetivo com esse curso é de manter o HSJB no lugar que ele sempre ocupou que é de ser um hospital notificador e doador de órgãos, ocupando a liderança do Sul do Estado”, disse o secretário.

 

O médico oftalmologista e coordenador do Banco de Olhos do Hospital São João Batista, Kleber Gustavo Guerra, a importância do curso é de levar a informação para os funcionários para aumentar a notificação do óbito. “Aumentando a notificação do óbito e os funcionários do Banco de Olhos passando a identificar potenciais doadores vamos impactar na redução da fila do transplante”, explicou o médico.

 

A coordenadora do Banco de órgãos do HSJB, Michele Antônio Gama, explica que para doar órgãos o paciente tem que estar em morte encefálica. “O paciente passa por dois exames, que podem ser realizados com a presença da família, para comprovar a morte. A equipe do Programa Estadual de Transplante do Rio de Janeiro vem captar os órgãos e levar imediatamente para um receptor que está inscrito em uma fila única”, disse a coordenadora.

 

Ela destacou ainda que o Hospital São João Batista hoje ocupa 10° lugar nos hospitais do Estado em captação, notificação e doação de órgãos e tecidos. “Somos o hospital da região que mais capta órgãos e tecidos. Ano passado no Banco de Olhos, por exemplo, captamos 198 de córneas favorecendo o mesmo número de pessoas”.

 

Para o coordenador do Serviço de Imagem do HSJB, Luiz Bernardo Curvo, que estava participando do curso, a iniciativa é excelente. “Existem dois aspectos, o primeiro é o social, porque você conhecendo todo esse processo, pode ser um multiplicador do conhecimento e sensibilizar outras pessoas para a questão de doação de órgãos. E tem a questão profissional. Especificamente na imagem nós temos alguns exames que auxiliam os colegas que vão declarar a morte encefálica”, concluiu o coordenador.

 

O prefeito Samuca Silva destacou que a quantidade de pessoas à espera de um novo órgão ainda é grande e conscientizar os profissionais e transforma-los em agentes multiplicadores é muito importante.  “É dentro da unidade hospitalar que encontramos o potencial doador, daí a importância em formar os membros da equipe e dar a eles a oportunidade de conhecer todo esse processo, para que se sintam envolvidos com a causa e assim possam reverter esse potencial doador em um doador efetivo e desta forma poder tirar tanta gente das filas de espera”, ressaltou.

 

Por Fátima Santos com fotos de Evandro Freitas – SecomVR