Atenção dada por equipes multidisciplinares especializadas em pessoas com mais 60 anos faz hospital ser referência

 

O Hospital do Idoso, na Vila Santa Cecília em Volta Redonda,  é um exemplo da humanização do atendimento em saúde. A unidade de saúde, especializada em atendimentos a pessoas com mais de 60 anos, foi inaugurada há um ano e dois meses e vem investindo pesadamente na área.

 

A intenção, segundo o diretor administrativo do hospital, Aparício Bezerra Jr., é tornar a estadia do paciente o mais confortável possível.“Essa sempre foi a orientação do prefeito Samuca Silva, para que déssemos prioridade à humanização. Recebemos alguns pacientes que ficam por apenas algumas horas, como geralmente é o caso nas cirurgias de catarata, mas outros podem permanecer internados por semanas. Como se trata de idosos, é preciso ter um carinho, ainda mais especial, e a equipe é treinada para dar esse tratamento mais humano”, diz Aparício.

 

O Hospital recebe pacientes encaminhados por outros hospitais de rede pública de Volta Redonda e com isso consegue manter um nível de ocupação de cerca de 80% de suas acomodações.

 

O Hospital do Idoso oferece leitos de internação para pessoas com mais de 60 anos, de modo a desafogar outros estabelecimentos da rede pública, mas também conta com clínicas de oftalmologia, vascular e urologia. Além das consultas e atendimentos ambulatoriais nessas áreas, o hospital oferece cirurgias de catarata para pacientes de todas as idades, sendo referência no procedimento e nas áreas vascular e de urologia para pacientes idosos.

 

Desde que começou a fazer cirurgias, em outubro do ano passado, a unidade média, fez mais de 1.200 procedimentos até agora, com a cirurgia de catarata na liderança: entre 140 e 150 cirurgias por mês, 25 nas áreas vascular e de urologia.

 

“Estamos constantemente em reuniões com as equipes da Saúde, para enfatizar o exemplo positivo que vem ocorrendo no Hospital do Idoso, para que ele sirva de exemplo para outras unidades de saúde”, disse o secretário de Saúde Alfredo Peixoto.

 

O Hospital do Idoso conta ainda com uma sala de estabilização, dotada dos equipamentos usuais de uma UTI, para atender a pacientes recém-saídos de cirurgia. A diferença para uma UTI se dá pelo tempo de permanência do paciente, que é mais curto. O HI oferece 32 leitos, sendo seis em enfermarias, usados para permanências mais curtas, e 26 em apartamentos individuais com acomodações para acompanhante.

Exemplo

Um exemplo do que o atendimento humanizado faz em momentos difíceis é o de Janaína Torres e sua mãe, Maristela de Souza Torres, que é mais uma vítima do mal de Alzheimer e precisou ser hospitalizada.

 

Janaína está praticamente morando com a mãe no Hospital do Idoso. No entanto, esse momento difícil na vida de Janaína e Maristela tem um lado positivo: o tratamento dispensado às duas no estabelecimento de saúde.

 

“Estou praticamente morando aqui, para fazer companhia à minha mãe, que está sendo muito bem cuidada pela equipe. A qualidade das acomodações e o carinho da equipe – do diretor ao profissional mais humilde – têm sido um grande alívio neste momento difícil.  Meu genro, que é médico veterinário e mora no Rio, veio nos visitar com minha filha e não conseguia acreditar que estamos em um hospital público, sem pagar um centavo” disse Janaína.

 

A equipe a que Janaína se refere é composta por profissionais de diversas especialidades: dentista, psicólogo, assistente social, fisioterapeuta e nutricionista, além dos médicos e enfermeiros treinados especificamente para dar atendimento a idosos.

 

O apartamento hospitalar em que a mãe de Janaína se encontra internada é um dos 26 oferecidos pelo Hospital do Idoso: todos contam com ar condicionado e banheiro privativo, além do leito hospitalar e de uma cama para o acompanhante, que no Hospital do Idoso tem direito a refeições gratuitas.

 

A convivência diária estreitou os laços de Janaína e de sua mãe Maristela com a equipe. “Não são apenas profissionais que estão aqui nos atendendo. São uma família, que alivia a dor pelo estado de saúde da minha mãe e a tristeza por estar longe do meu pai, do meu marido e da minha única filha, que mora fora de Volta Redonda” afirma a filha de Maristela.

 

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva (PSDB) afirmou que casos como o de Janaína e Maristela ilustram o que se espera das equipes de Saúde. “Uma doença é sempre uma ocasião triste. Mas o atendimento humanizado, com a compaixão e a empatia se unindo ao conhecimento técnico, torna essa experiência menos desagradável. O exemplo do Hospital do Idoso reflete o ideal para o setor da saúde. E é essa a nossa proposta para todas as unidades municipais. Tenho cobrado muito de nossos profissionais e percebemos que todos estão engajados nessa questão de fazer de 2019, o ano da Saúde em Volta Redonda”, finalizou o prefeito Samuca Silva.

 

Por Secom/VR