Reunião  na UBG Aterrado nesta quinta-feira, 28,  capacita professores e diretores de 10 escolas estaduais e gerentes de Unidades de Saúde

 

O auditório do Centro Universitário Geraldo Di Biasi, no bairro Aterrado, recebeu nesta quinta-feira, 28, das 14h às 17h30, o projeto Saber e Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, que foca a prevenção no controle do tabagismo e doenças crônicas não transmissíveis, sob a coordenação geral do dr. Márcio Marinho, especialista em dependência química e comportamental da secretaria municipal. Há aproximadamente 36 anos, ele atua na prevenção.

 

No centro universitário foi realizada um encontro de sensibilidade para capacitar professores de 10 escolas estaduais e profissionais de Saúde das UBS(Unidades Básicas de Saúde) e UBSF(Unidades Básicas da Saúde da Família) no entorno dessas escolas. A abertura foi com a médica Ana Lúcia do programa de Tabagismo, que analisou a importância do encontro e os perigos do tabagismo. “Quem acende um cigarro, polui uma área de 100 metros entorno dele e contamina centenas de pessoas à sua volta”, comparou a dra. Ana Lúcia.

 

O secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, comentou a união das equipes nesta conscientização. “Hoje estamos dando o primeiro passo na prevenção junto com a Educação e a Saúde para salvar o maior número possível de jovens. Vocês, profissionais, serão os nossos grandes multiplicadores de espalhar informações, porque o cigarro é uma droga silenciosa, onde a doença começa lentamente e mata milhões de pessoas todo ano”, frisou.

 

Prevenção ao tabagismo

Na sua palestra, com apoio de projeção num telão com fotos das cerca de 40 doenças fatais e não transmissíveis, provocadas pelo fumo, o dr. Márcio Marinho, bateu duro no vício do tabagismo que garantiu matar aproximadamente 1,5 milhão de pessoas por ano no país e milhões no mundo. “Há mais de 20 anos que estávamos sonhando com isto, com esta parceria em acolher vocês da Saúde e da Educação na luta de conscientização contra o tabagismo. O amor é a energia necessária como instrumento de trabalho, e graças ao empenho, a responsabilidade, o altruísmo de todos, vamos começar um trabalho que não termina hoje, para salvar vidas”, afirmou.

 

Segundo ele, o tabagismo causa a dependência física, psicológica, comportamental e outros 40 tipos de doenças (câncer) devido a 4.736 substâncias tóxicas contidas na nicotina, prejudicial à saúde. Numa segunda etapa, o programa Saber Saúde vai chegar  com a capacitação em mais de 100 escolas municipais e estaduais. Nesta reunião foram convidados os professores das escolas estaduais Acácia Amarela, Ciep Toninho Marquês, Glória Roussim, Brasília, Rotary, Niterói, Santos Dumont, Guanabara, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

 

Os gerentes das unidades de saúde dos bairros Belmonte, Cidade do Aço, Vila Mury, Vila Brasília, São Lucas, Água Limpa, Jardim Paraíba, Monte Castelo também participaram do encontro. Essas unidades estão nos bairros do entorno das escolas estaduais em Volta Redonda que foram selecionadas.

 

A representante da equipe de coordenação de ensino, da diretoria pedagógica estadual (Médio Paraíba), professora Cláudia Daniele, comentou o trabalho em conjunto. “É um assunto de relevância, pois a prevenção é a melhor maneira de preservar a saúde. Motivar profissionais que trabalham diretamente com educação e saúde para o incentivo a evitar os suicídios, é sempre muito bom”. O uso do cigarro é considerado pelo grupo como prática de suicídio em longo prazo.

 

O prefeito Samuca Silva, destacou o encontro. “É muito importante juntar a Educação e os profissionais de Saúde para trabalhar a prevenção e conscientizar centenas de jovens de que devem viver a vida com qualidade, longe dos vícios. Ter acesso a informação é o primeiro passo fundamental para evitar o tabagismo e valorizar a vida e preservar a saúde”. 

 

A enfermeira gerente da UBS Monte Castelo, Carolina Nardini, elogiou a reunião de sensibilidade. “Trabalhar a prevenção sempre é fundamental em qualquer situação de saúde pública, uma vez que estamos agregando valores, adquirindo conhecimentos como profissionais de saúde”. Afirmou Carolina. Presente também o enfermeiro da SMS, Giuliano Espósito, coordenador do Programa Saúde na Escola. 

 

Texto de Afonso Gonçalves, fotos de Evandro Freitas, SecomVR