Em mês da Campanha Setembro Verde, equipe do Hospital São João Batista relata conquistas de novas adesões

 

Equipes do Banco de Olhos e da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes( CIHDOTT) do Hospital São João Batista, que durante todo o mês fez campanhas pelo Setembro Verde ( Mês de Incentivo a doação de órgãos pelo Ministério da Saúde em todo o país), promoveram neste sábado, 28, das 14h às 22 horas, o encerramento da campanha na praça de alimentação no Shopping Park Sul, no bairro São Geraldo.

O prefeito Samuca Silva garante que novas abordagens serão feitas para conscientizar cada vez mais pessoas a doar.  “Essas ações buscam mostrar a população o quanto um doador pode salvar outras vidas. E visa  conscientizar que não existe perigo no ato de doar,  contando sempre com a concordância da família em vida, que deve ser comunicada da decisão. Doar é compartilhar esperança para quem aguarda uma nova chance de viver”.

O trabalho de intensificação da campanha foi motivado também pelas comemorações do Dia 27 de Setembro, que ficou conhecido como o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. O resultado desse trabalho de conscientização das pessoas, tanto em pacientes do Hospital São João Batista como em locais de maior movimento de público teve um resultado imediato.

 “Nós conseguimos este mês de setembro aumentar em mais 90% o número de pessoas doadoras de córneas, com as famílias também assinando o termo de concordância”, informa a Coordenadora Municipal do Banco de Olhos e Tecidos do HSJB, enfermeira Michele Antoniol. Durante a panfletagem  e abordagem feita aos clientes na praça de alimentação, a reação foi positiva.

O mascote nacional da campanha, o boneco Vily, que é do Rio Grande do Sul (www.adote.org.br) e divulga a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos, foi muito cortejado pelas famílias e crianças para posar nas fotos.

A professora Rosilene Tunalva, de Seropédica, aprovou. “É uma maneira maravilhosa de chegar e conversar, conscientizando a todos que é preciso doar”, resumiu. O médico veterinário Luiz Cláudio de Barra do Pirai, também achou positiva. “Quanto mais divulgar, mais informações, derrubam o receio das pessoas em fazer a doação”, frisou.

O médico e presidente da Comissão Inter-Hospitalar do HSJB, Dr. Jorge Manes, atribui ainda a resistência às doações às famílias por questões religiosas. “A doação tem que ser feita pelo paciente ainda em vida, mas esbarra nas famílias que na maioria, recusa por uma questão religiosa. Este é o maior índice ainda de rejeição ao fato de permitir a doação de órgãos. A pessoa que deseja doar tem de comunicar esta decisão aos familiares antes”, frisou

Qualquer pessoa entre 10 e 80 anos pode doar as córneas. O tempo máximo para retirar a doação nos hospitais da região, não refrigerados, é de 6 horas. Nos hospitais do Rio de Janeiro, onde há a refrigeração dos doadores em óbitos, o prazo chega a 24 horas.

Por Afonso Gonçalves, fotos de Evandro Freitas, Secom/VR