Coordenadora diz que é preciso reforçar estoque de sangue para suportar 5 dias prolongado de feriado da Semana Santa neste mês

 

A coordenadora do Núcleo de Hemoterapia Volta Redonda, que funciona no anexo do Hospital São João Batista, Cristina Guimarães do Nascimento, informou que há necessidade de reforçar o estoque de sangue com mais doações para superar o longo feriado no mês de abril, na Semana Santa.

 

“Qualquer pessoa entre 16 e 69 anos, com mais de 50 kg, que nas últimas 24h não ficou em jejum e nem consumiu alimento gorduroso, pode ser doadora. Exige-se a apresentação de um documento oficial com foto, identidade, carteira de trabalho, de motorista ou passaporte”, explicou.

 

O Núcleo de Hemoterapia local faz a coleta de sangue de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, mas funciona 24h em regime de plantão para atender oito instituições públicas; pacientes do próprio HSJB, Hospital Municipal do Retiro, pacientes da Unacom (Oncológicos do SUS) atendidos pelo Hinja (Hospital Infantil Maternidade Jardim Amália), Hospital Municipal de Pinheiral, Hospital Municipal de Piraí e CAIS Aterrado. A sua capacidade é de coleta de 20 a 25 doadores diariamente.

 

O secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, destacou a importância das campanhas por mais doadores: “Cada pessoa que faz uma doação está contribuindo para proteger a própria vida ou de uma pessoa próxima que pode necessitar de sangue numa emergência. É uma atitude de grandeza humana, um ato voluntário, solidário que preserva vidas”, enfatizou.      

 

Cristina Guimarães lembrou que no ano passado, devido o período de carnaval, o Núcleo de Hemoterapia ganhou a solidariedade com o aumento de doadores. Situação positiva que ela aguarda que se repita. “A campanha tem que ser permanente. Em 2018 houve um aumento do percentual de doadores em 21,9%. A gente espera que mais uma vez esta atitude de solidariedade para salvar vidas se repita. E queremos agradecer a quem nos atendeu e continua colaborando. Todo doador é bem vindo ao grupo, porque sangue não se vende e nem é fabricado”, afirmou.

 

Ela acrescentou que o ato de doar sangue é uma atividade que envolve a equipe do Hemonúcleo, a todos os profissionais de saúde e a sociedade como um todo, porque ninguém sabe o momento exato que a pessoa ou alguém da família irá precisar desta doação. Segundo os números da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados este ano, o ideal é que de 3% a 5% da população de um país seja de doadores, mas no Brasil este número não passa de 1% da população voluntária.

 

Entre os doadores, o grupo Anjos da Alegria, com cerca de 40 pessoas, mulheres e homens de profissões diversas, tem comparecido para alegrar os pacientes e fazer doações de sangue: “Doar é salvar vidas. Toda pessoa saudável deveria doar. É um ato de consciência fazer o bem sem saber a quem”, diz a presidente do grupo, Gisele Varandas, 34 anos.

 

Outro integrante, o pedreiro Thiago Junior de Oliveira, 39 anos, comentou: “Visitamos hospitais, asilos, escolas, casas de acolhimento, para levar um pouco de alegria. Mas doar sangue é uma atitude de muito maior, vai além de levar alegria a outras pessoas. Significa salvar vidas”, comparou.

 

Texto de Afonso Gonçalves, fotos de Evandro Freitas, SecomVR