JEVRE 2018 reúne atletas e paratletas neste fim de semana

Alunos de mais de 20 escolas disputaram as provas no Raulino de Oliveira

 

Além dos atletas especiais, crianças entre oito e doze anos, participaram das competições dos Jogos Estudantis de Volta Redonda, fazendo do sábado, um grande dia da inclusão. As provas de atletismo ocorreram na parte da manhã reunindo quase 100 atletas especiais, outros competidores, professores de educação física e familiares. Nas categorias de sub 8 e 10 anos, todos ganharam medalhas de participação. A premiação com medalhas de prata e ouro, classificatórias,  foram  distribuídas para a categoria de sub 12 anos em provas de corrida de 50 e 75 m, arremesso de peso e salto em distância.

 

De acordo com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o festival de atletismo para alunos especiais,  nos Jogos Estudantis, favorece  a inclusão social e fortalece o respeito a todos os seres humanos. A realização dos jogos no Raulino, em vez do pavilhão da Ilha São João, também foi outra mudança que agradou a todos.

 

A coordenadora de esporte, Carla Andréa, comentou. “É uma festa da família, que promove a interação entre pais, professores e as diversas escolas municipais, estaduais, públicas e particulares. Está oportunizando às famílias a conhecer o estádio, muitos estão vindo pela primeira vez. E ainda promove, incentiva as crianças a praticar o esporte, que é bom não somente para as crianças, mas para todas as pessoas. Esta é a intenção da secretaria de esportes, e a orientação do prefeito Samuca Silva. As  mudanças feitas pela Smel trouxeram maior inclusão social ”, disse a coordenadora.

       

A professora de Educação Física, Andrea Dias, que há 26 anos trabalha com alunos especiais, e levou quatro participantes da Escola Maria José Campos Costa, elogiou a alteração feita pela secretaria no regulamento dos Jogos Estudantis, com a inclusão dos alunos do grupo Pessoa com Deficiência, com a categoria Paradesportos.

 

”A gente viu a alegria nos olhos das crianças. Esta foi a novidade, fazer verdadeiramente a inclusão desses alunos nas escolas e nas atividades esportivas. Não precisa de mais nenhum evento diferente dos Jogos Estudantis. A estratégia da Smel foi excelente, não há dinheiro que pague esta felicidade das crianças em competir, junto com as outras. Parabéns Samuca, parabéns Paulinha ”, resumiu.

Marcelo Alves, vendedor, 49 anos, assistiu o filho Ryan Vieira Alves, 13 anos do Colégio Getúlio Vargas. “O esporte evita o uso de drogas, aproxima mais as crianças e os jovens por amizade, o faz interagir com as outras pessoas, e está realizando o sonho dele de jogar futebol”, disse Marcelo.

 

A professora Roberta Paiva levou a filha Ana Luiza Paiva, 7 anos , da Academia da Vida no Retiro. “Ela está  aprendendo diversidade na prática. Os jogos incluem  todo mundo e ensina a conviver com a diferença. São muitas coisas boas que o esporte ensina a elas, crianças”, comparou.

 

Texto de Afonso Gonçalves - Fotos de Geraldo Gonçalves