Volta Redonda tem ampla rede de atendimento à população em situação de rua

 

Ressocializar e resgatar a cidadania, esse é o principal objetivo da rede de acolhimento e apoio às pessoas em situação de rua de Volta Redonda. Os diversos serviços são oferecidos pela secretaria municipal de Ação Comunitária. Entre eles estão o Centro POP, o Quarto de Passagem e o Abrigo Municipal Seu Nadim, cada um com sua particularidade para atender essa população em situação de rua.

 

O Centro Pop (Centro de Referência Especializado para Pessoas em Situação de Rua) é responsável por prestar atendimento às pessoas que utilizam as ruas como espaço de moradia. Lá os assistidos recebem atendimento, café da manhã, almoço, lavagem de roupas, tomam banho e fazem atividades direcionadas para o desenvolvimento social, na expectativa de fortalecer vínculos interpessoais que oportunizem a construção de novos projetos de vida.

 

É o caso do Edmilson Custódio, de 49 anos, assistido do Centro Pop há oito meses. “O atendimento é excelente, eu tenho sido bem assistido. A equipe sempre me oferece opções para eu seguir minha vida aqui, mas eu já tenho a opção, eu trabalho com reciclagem e meu pensamento é seguir em frente e continuar trabalhando”, contou Edmilson.

 

“No momento eu estou fazendo uns exames de saúde. Mas assim que tudo estiver bem quero voltar para a estrada trabalhando. Eu sou de Volta Redonda, mas não gosto de ficar parado”, disse o assistido, se referindo a antiga vida em que trabalhava com montagem, desmontagem em um circo.

 

O Centro Pop também oferece trabalho técnico para a análise das demandas dos usuários, orientação individual e grupal e encaminhamentos a outros serviços socioassistenciais e das demais políticas públicas que possam contribuir na construção da autonomia, da inserção social e da proteção às situações de violência.

 

Além da unidade Centro Pop, Volta Redonda também oferta o serviço de acolhimento institucional através do Abrigo Municipal Seu Nadim que é um espaço de acolhimento provisório para adultos moradores da cidade em situação de rua.

 

“No Abrigo Municipal desenvolvemos o projeto “SuperAção” que oferta atividades laborativas e oficinas socioeducativas, propiciando acompanhamento social, de saúde, lazer e cultura. Para participarem do projeto os usuários primeiramente têm que aderir duas condições: sair da condição de rua (sendo assim, oferecemos uma vaga no Abrigo Municipal Seu Nadim) e aderir ao tratamento para dependência química (quando necessário)”, explicou o secretário municipal de Ação Comunitária, Marcos Vinicius Convençal.

 

De acordo com a secretaria, as atividades são divididas em dois momentos, na parte da manhã os 20 usuários realizam atividades em unidades da própria SMAC (serviços gerais, urbanismo, paisagismo, dentre outros) e na parte da tarde participam as oficinas socioeducativas (artesanato com materiais recicláveis, musicoterapia, grupos de convivência, cinema, grupos do A.A, tratamento no CAPSad). O objetivo final é que eles possam ser inseridos no mercado formal de trabalho e consigam conquistar novos projetos de vida.

 

Outro projeto voltado para esse público é o ‘Quarto de Passagem’ que atende adultos em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência ou ainda em trânsito. “O ‘Quarto de Passagem’ é um projeto desenvolvido pelo Abrigo Municipal Seu Nadim, onde, um quarto da unidade fica exclusivo para estas pessoas com caráter transitório”, contou o secretário.

 

Segundo Marcos Vinícius essas pessoas não permanecem na unidade no período do dia, eles entram na unidade de 19h às 20h30 e saem até as 7h da manhã do dia seguinte. Nesse período em que estão na unidade os assistidos recebem o jantar e o café da manhã e acesso à higiene pessoal.

 

Para o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, é um compromisso da gestão dar assistência a essas em situação de vulnerabilidade social. “Nós temos toda uma rede de ações e atividades do município voltado para atender a essa população. Volta Redonda conta com Comitê Intersetorial da Pessoa em Situação de Rua, que é formado por entidades pastorais, sociais e associações de moradores, entre outros para tratar as soluções para a pessoa que vive nessa situação”, enfatizou.

 

Por Ana Maria Mansur, com fotos de Evandro Freitas